Pós-modernos desconstroem a própria desconstrução e descobrem: “Existe um mundo além dos textões”

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Os pós-modernos usam como base o desconstrucionismo de Jacques Derrida (1930 – 2004), mesmo sem ler a sua tese, e, ainda assim, aceitando a asserção de que “não há nada fora do texto”, e, portanto, que todo texto, mais do que coisas ou fatos, são expressões sociais que precisam ser interpretadas, e, consequentemente, desconstruídas. Em outro contexto, quando aliado ao construtivismo social de Michel Foucault (1926 – 1984), nos asseguram que “não existem fatos, ou verdades objetivas”. Para eles, o todo (a realidade) seria uma construção social, que, quando desconstruído, de modo semelhante a um texto, poderia nos mostrar alguma forma intencional de opressão e poder. De modo análogo, um matemático, ao fazer uma demonstração de álgebra em seu sistema formal (linguagem formal), poderia estar expressando um “discurso de poder”, bem como músicos, pintores e poetas.

A partir dessa mescla de teses filosóficas, os pós-modernos foram capazes de desconstruir todos os textões de Facebook, incluindo os deles próprios, e, foram capazes de concluir que “a desconstrução não nos fornece nenhuma explicação para a existência de objetos concretos e fatos sociais, tais como a emergência de empresas, culturas ou instituições de ensino público e privado, ou mesmo para explicar a existência de problemas sociais, tais como a desigualdade social e o racismo”. Segundo eles, “os realistas parecem estar certos, ao menos em alguma medida, existe um mundo além dos textões”.

O próximo passo será o de admitir que a realidade existe independente da mente.

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